hellcity, hellcife
Há quinze dias, eu estava numa das avenidas mais movimentadas da cidade, parada no semáforo por volta as 19h quando um tiroteio começou. Até o sinal ficar verde, foram três ou quatro tiros. Bang, bang, bang, bang - quatro chances de eu ou qualquer pessoa que estava passando por ali ser morto por estar no lugar errado e na hora errada.
Ontem, minha mãe estava na praia por volta do meio-dia quando foi assaltada à mão armada, com direito à 38tão na cabeça e tudo.
Depois as pessoas não entendem porque eu quero ir embora.
Ontem, minha mãe estava na praia por volta do meio-dia quando foi assaltada à mão armada, com direito à 38tão na cabeça e tudo.
Depois as pessoas não entendem porque eu quero ir embora.

4 Comments:
é nessas horas que a tristeza da verdade gruda na pele e faz a alma pesar. o tipo de merda que tira de tempo, entristece e faz o matuto mais risonho ter vontade de amarrar o matulão e seguir adiante.
enquanto isso, na "cidade luz", jovens imigrantes africanos queimam carros e praças pra evitar uma limpeza-étnica-democrática; numa entrevista mais antiga, o designer francês Philip Starck reconstrói o mito do brasileiro feliz.
será mesmo que a gente nunca vai aprender a cuidar das próprias calçadas!?
haja teimosia pra sustentar a alegria.
nota: o nome correto do designer é Philippe Starck e a entrevista pode ser encontrada no atalho abaixo.
http://www.riouniverse.com.br/releases.htm
Nessa hora que eu te lembro que East Providence tem tiroteio naum!
Voooooooooooooooorta!
Beijao!
Em Recife eu morreria de tiro, em East Providence, provavelmente, de raiva. Tiro dói menos, Lilly =P
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