Wednesday, July 06, 2005

Curioso como no pós-término de namoro imediato, quando ainda se gosta da pessoa, ninguém no mundo consegue ser tão bonito, simpático e divertido quanto aquele que foi embora. Parece que ninguém nunca mais vai fazer você sentir seus pés fora do chão e o coração disparado. Ninguém vai te beijar como o outro, ninguém vai te amar como o outro, ninguém vai te querer tão bem quanto o outro fez parecer. O amor parece não querer sair mais nunca do coração.

Até que as coisas amornam e a pessoa se toca que, sim, existem pessoas mais bonitas, simpáticas e inteligentes que vão te amar incondicionalmente, se lhes for permitido. Aí você também nota que não é o amor que não quer sair do coração e sim o ideal do amor que não quer sair da sua cabeça. Porque pessoa tão perfeita assim não existe e não, ela não é tão seu número quanto se pensou outrora e provavelmente (provavelmente? hehe :P) não merece o altarzinho onde repousa dentro do outro. Aí também se chega à conclusão que, muitas vezes, à frustração diante da rejeição se torna muito maior que o próprio amor: como aquela pessoa não quer mais alguém tão bonito, inteligente, simpático, divertido e que o ama tanto? Se sentir bobo e enganado também traz à tona esses pensamentos tão inúteis. Pfff, bullshit, como dizem os gringos.

Quando eu comecei a me dar conta disso, foi como se recebesse minha carta de alforria. Ver meus pacientes e amigos dizendo hoje que estou mais bonita e que meus olhos estão brilhantes como há muito não estavam me tranquiliza. Porque eu não deixei de ser quem era por causa daquela pessoa que se foi. E hoje já não duvido mais disso.

E esse assunto se encerra por aqui, que tem uma vida me esperando do outro lado da porta.

Feliz ano novo.

5 Comments:

Anonymous Anonymous said...

E que esse ano te traga muita paz no coração, Binha.
Adorei seu post. É cheio de esperança e muito real. Sabe, uma vez eu comentei com uma amiga que achava que todo mundo devia viver uma história que não desse certo. Prá poder ver isso, que a gente permanece, como no poema do Drummond que você postou esses dias. Depois de perceber isso ganhamos mesmo uma carta de alforria. Que nos abre pro mundo e nos permite olhar a vida com mais leveza. Um beijão, querida! Tô aqui torcendo e, precisando de alguma coisa, é só gritar ;)

3:22 PM  
Anonymous Anonymous said...

améeeeeem!!!
:)

Naty

7:20 PM  
Blogger Beta said...

Xará, eu passei por tudo isso e sei que é exatamente assim. Tudo tem seu tempo. Que é o ideal para as coisas doerem forte, irem aliviando, virar lembrança ruim e depois ser indiferença. E enquanto isso a gente tem que lembrar que há a vida, sim!, lá fora. E ter os olhos brilhando e alma enfeitada, após uma "ligeira" queda não tem preço! ;)

*Abraço apertado em tu*

11:01 PM  
Anonymous Anonymous said...

http://www.jinx.com/scripts/details.asp?affid=-1&productID=40

4:39 PM  
Blogger ... said...

daniel, tu bota esses links sem assinar e eu penso que é virus, hauahuah :P

mas valeu, beijoo :*

9:29 AM  

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